domingo , 18 fevereiro 2018

Para proteger animais, ALMG pode proibir comércio de fogos de artifício barulhentos

De todas as datas festivas, o Ano Novo é uma das que mais soltamos fogos de artifício. Para quem solta, pode ser sinônimo de diversão, euforia, comemoração. Mas será que todos gostam disso?

Quem tem cachorro em casa pode conferir, mais uma vez, na passagem de ano, que se tem alguém que odeia os tais fogos, são os peludos.

Fogos podem ser divertidos para nós, humanos, mas cães podem sofrer com dores e medo, o que pode fazer com que eles fujam de casa, se machuquem ou até mesmo os levar à morte.

Para preservar os bichinhos desse tormento, e atendendo a pedido de associações protetoras de animais, algumas cidades mineiras, como Poços de Caldas e Alfenas, ambas no Sul de Minas, deixaram de lado os fogos de artifício barulhentos nas festividades de virada deste ano, onde só foram permitidos fogos com ruídos menores.

A medida, agora, pode ser estendida a todo o Estado mineiro se for aprovado o projeto de lei apresentado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (3), que proíbe a comercialização e utilização de fogos de artifício com barulho em todos os municípios de Minas.

O projeto prevê multa de R$ 32,5 mil ao estabelecimento que fornecer o produto e também multa de R$ 16 mil para o comprador que utilizar fogos de artifício com grande ruído. A justificativa do deputado estadual Fred Costa, autor da proposta, é proteger os animais, que se assustam bastante, passam mal e até podem morrer com o barulho causado pelos ruídos.

Um exemplo disso é a Gracinha, uma basset de 5 anos. A cadela tem porte médio e é até brava para a maioria dos colegas da raça, mas basta rolar um show de fogos que ela entra em desespero.

A dona dela, Karla Silva, conta que precisa trancá-la dentro de casa para evitar que ela fuja, e que às vezes, quando as sessões de fogos são mais próximas ou demoradas, é preciso colocar a cadela em seu quarto.

Cuidados

A veterinária Mirelle Sabagh, que é especialista em cães e gatos, explica que há uma série de cuidados a se tomar com os animais. Considerando que, provavelmente, os donos tendem a sair de casa, o primeiro alerta é evitar que os animais fujam.

No caso dos cães, jamais se deve amarrar ou acorrentar, pois eles podem acabar se enforcando. O ideal é deixá-los dentro de casa em caixas de transporte adequadas (é interessante cobri-las com um pano, pois o escuro dará maior conforto aos bichinhos).

No caso dos gatos, pode ser impossível prendê-los em casa, então se deve colocar uma placa de identificação com dados de busca, como nome do animal, dados do dono e outras informações necessárias a quem o encontrar, caso ele se perca.

Vale lembrar que gatos escalam lugares que podem ser perigosos, então a coleira precisa ser elástica, para não correrem o risco de se pendurarem e morrerem enforcados.

É também imprescindível não deixar janelas abertas, pois os animais podem tentar escapar e acabar pulando de alturas, o que pode machucá-los ou levá-los à morte.

Caso o dono tenha mais de um animal, é interessante que os mantenha próximos, pois a companhia do outro faz com que eles se sintam mais seguros. Claro, também, que cabe ao dono observar se os animais convivem bem, pois se eles não gostarem um do outro podem acabar brigando, devido ao estresse.

No geral, é sempre importante se certificar de que os animais não estejam muito próximos ao local da queima de fogos, mesmo os que não têm medo, pois podem desenvolver problemas de audição.

Agora que você já sabe disso, pode sair à vontade sem se preocupar com seu peludo, desde, é claro, que tome as precauções necessárias.

*Estagiário sob supervisão da editora Andréa Costa.

 

 

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