sexta-feira , 24 novembro 2017

Égua agoniza por dois dias na Ilha dos Araújos até ser socorrida

Uma égua agonizando na Ilha dos Araújos, em Governador Valadares, durante o final de semana, expôs para uma boa parcela da população um problema que vem sendo enfrentado por pessoas ligadas à causa dos animais. O animal passou o sábado (22) e o domingo (23) caído na avenida Rio Doce, até ser levado para a área da antiga Feira da Paz e ser socorrido por uma protetora.

Em menos de uma semana, é o quarto caso envolvendo cavalos em Governador Valadares. Dois foram mortos e dois foram encontrados bastante debilitados. Segundo a presidente da Associação de Proteção e Bem-Estar Animal (Aprobem), Silvana Soares, a égua estava na Ilha dos Araújos desde o sábado e, provavelmente, foi tirada de lá na madrugada de domingo para segunda-feira (24).

Arrastada

A protetora da Aprobem, Andréa Lanna Cordeiro de Ávila, estava acompanhando o caso da égua e, ao procurá-la na manhã desta segunda, para tentar uma remoção, não a encontrou no local. Ela acredita que o animal possa ter sido arrastado pelo dono para a área da Feira da Paz, onde a encontrou.

égua agoniza na ilha
A égua foi adotada e está sendo tratada por um veterinário (Foto: Andréa Lanna)

Andréa explicou que a égua estava com outros dois animais e um terceiro já morto. ‘Eu conversei com o dono e ele aceitou me doar o animal, já que não servia mais para ele’, disse. Ela levou a égua para o bairro Floresta, em um pasto, onde está sendo cuidada por um veterinário.

A presidente da Aprobem, Silvana Soares, lembrou que este foi o quarto caso em menos de uma semana. Os outros casos foram de uma outra égua encontrada morta na área da Feira da Paz, uma mula que morreu no bairro Cidade Nova depois de agonizar por mais de 24h e também o de um cavalo que foi visto correndo da Ilha dos Araújos para o Centro, com uma corda amarrada no pescoço.

‘Uma pessoa filmou o animal correndo e antes da filmagem, ele tinha tomado um tranco e chegou a cair, mas não sabemos se machucou’, disse a presidente da Aprobem.

Égua morta no Rio Doce

O Corpo de Bombeiros foi acionado na manhã desta segunda-feira por servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) para a retirada do animal que estava no rio, já em estado de decomposição. O risco era que pedaços dele entrassem na captação e contaminassem a água. A égua foi enterrada na área do SAAE.

Segundo Silvana, quando o animal é encontrado morto, é recolhido pela Pavotec. Mas, segundo ela, o grande problema é o animal encontrado agonizando (doente ou atropelado). ‘Nestes casos, não temos o que fazer’, disse ela, explicando que recentemente foi aprovada uma lei que protege animais de grande porte em Governador Valadares.

Proteção

O projeto de Lei 075/2017, do vereador Alessandro Ferraz (PHS), propõe que todos os animais de carroceiros sejam microchipados e o profissional seja identificado por uma carteira. As carroças também devem ser padronizadas e o peso da carga devidamente controlado. Para crimes de maus tratos, o projeto inicial previa multa de 200 Ufirs (reduzida a 100 por meio de uma emenda) e também a perda da carteira profissional reconhecida pelo município e o direito de retirar o animal das mãos do poder público, que o disponibilizará para adoção.

O projeto de lei foi aprovado por unanimidade e aguarda o posicionamento do poder Executivo, para que entre em vigor já a partir de setembro.

A Prefeitura de Governador Valadares emitiu uma nota informando que o processo para contratação de um veículo para recolhimento de animais de grande porte soltos nas ruas está em andamento. Diz ainda que os animais mortos são recolhidos após o contato da comunidade, que agora pode ser feito pelo aplicativo Whatsapp, no número (33) 98447-5372.

Leia mais sobre maus-tratos a animais que puxam carroça em Governador Valadares aqui.

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Um Comentário

  1. Até q enfim surge um projeto para remoção e amparo de animais… o de remoção de animais tenho certesa q vai dar certo. Agora é hora de remover as pessoas q ficam ali próximo a Prefeitura. Droga ; e.mendigancia. existe o abrigo ,mas não querem ir. O negócio é recambialos pra cidade de origem,

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